CÓDIGO CIVIL
Lei Nº 10.406, de 10 de Janeiro de 2002.
Artigo 20
Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. (Vide ADIN 4815)
Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes.


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ARTIGOS
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Resumo Jurídico

A Prescrição: O Fim do Direito de Cobrar em Juízo

O Artigo 20 do Código Civil estabelece um limite temporal para o exercício de determinados direitos em juízo. De forma simplificada, ele determina que o titular de um direito tem um prazo máximo para buscar a sua satisfação judicialmente. Após o transcurso desse prazo, o direito, embora ainda exista no plano abstrato, não poderá mais ser cobrado por meio de uma ação judicial.

Esse instituto é conhecido como prescrição.

O Que Significa "Prescrição"?

A prescrição, portanto, é a perda do direito de ação devido ao seu não exercício dentro do prazo legalmente estabelecido. Imagine que você tem um crédito a receber de alguém. Se você não tomar as medidas legais para cobrar essa dívida dentro do prazo que a lei determina, você perderá a oportunidade de fazer isso judicialmente.

Por Que a Prescrição Existe?

A prescrição existe por diversas razões importantes para a segurança jurídica e a paz social:

  • Segurança Jurídica: As relações jurídicas precisam de estabilidade. Não seria justo que alguém pudesse ser cobrado indefinidamente por algo que ocorreu há muito tempo. A prescrição traz previsibilidade para as relações.
  • Manutenção da Paz Social: A existência de dívidas ou obrigações antigas e incertas poderia gerar conflitos perpétuos.
  • Dificuldade de Prova: Com o passar do tempo, as provas se tornam mais difíceis de serem obtidas ou podem se deteriorar, prejudicando a apuração da verdade em um processo.
  • Inércia do Titular: A lei entende que o titular do direito, ao não agir para exercê-lo em um prazo razoável, demonstra desinteresse ou renúncia tácita ao seu exercício.

O Prazo da Prescrição

O Artigo 20 não especifica o prazo em si, mas a sua redação se refere a prazos que são definidos em outras partes do Código Civil. Em geral, os prazos prescricionais são:

  • De 10 anos: Para a pretensão de reparação civil, quando não houver causa interruptiva que processe o prazo em ação.
  • De 5 anos: Para a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular, títulos de crédito, juros e dividendos.
  • De 2 anos: Para a pretensão de reparação civil, quando há algum ato que possa ter causados danos.

É crucial notar que existem diversas outras regras e prazos prescricionais espalhados pelo Código Civil e em leis específicas, que tratam de situações particulares.

O Início da Contagem do Prazo

O prazo prescricional começa a contar a partir do momento em que o direito poderia ser exercido. Por exemplo, no caso de uma dívida, o prazo começa a contar a partir do vencimento dela.

Interrupção e Suspensão da Prescrição

É importante saber que o prazo prescricional pode ser interrompido ou suspenso:

  • Interrupção: A interrupção faz com que o prazo comece a correr novamente do zero. Um exemplo comum de interrupção é a citação válida em ação judicial. Outros atos previstos em lei também podem interromper a prescrição.
  • Suspensão: A suspensão faz com que o prazo "pause", mas, após o motivo da suspensão cessar, o prazo retoma de onde parou. Casos de casamento, por exemplo, podem suspender a prescrição entre os cônjuges.

Consequências da Prescrição

Uma vez que a prescrição ocorre, o direito do credor (aquele que tem o direito a ser satisfeito) de cobrá-lo judicialmente se extingue. No entanto, a dívida em si não deixa de existir. Se o devedor, ciente de que a dívida prescreveu, efetuar o pagamento voluntariamente, ele não poderá exigir a devolução do valor pago, pois a obrigação, embora inexigível judicialmente, ainda era devida.

Em resumo, o Artigo 20 nos lembra da importância de agir dentro dos prazos legais para garantir o exercício dos nossos direitos, garantindo assim a estabilidade e a justiça nas relações jurídicas.